DOAÇÃO DE ÓRGÃOS |Desinformação deixa de salvar vidas

O que é doação de órgãos?

Doação de órgãos é um ato nobre que pode salvar vidas. Muitas vezes, o transplante de órgãos pode ser única esperança de vida ou a oportunidade de um recomeço para pessoas que precisam de doação. É preciso que a população se conscientize da importância do ato de doar um órgão. Hoje é com um desconhecido, mas amanhã pode ser com algum amigo, parente próximo ou até mesmo você. Doar órgãos é doar vida.

O transplante de órgãos é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.

Mas como funciona?

A doação de órgãos pode ser feita em vida, como no caso de Renata, ou após constatação de morte cerebral, conforme estabelecido pela Lei 9.434/97. 

Os procedimentos só podem ser realizados após a autorização familiar. Portanto, para ser um doador, basta conversar com sua família sobre o assunto. 

O doador vivo pode fornecer, por exemplo, um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e da medula óssea. Já os demais órgãos e tecidos como coração, pâncreas, intestino, córneas, ossos, cartilagem, peles e válvulas cardíacas, só podem ser doados após a morte. 

Os pacientes que necessitam de um transplante aguardam em lista definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado, e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes. 

Segundo Edison Souza, o rim é o órgão mais transplantado no país, seguido pelo fígado. Em relação aos tecidos, as córneas ocupam o primeiro lugar. 

“São milhares de pessoas que precisam de órgãos e algumas não conseguem sobreviver. Não existe uma máquina que substitua [um órgão] para quem precisa de um coração, de um fígado, de um pulmão. Para o transplante de rim, existe a diálise, que é uma alternativa, mas a pessoa tem que ficar fazendo a hemodiálise ou a diálise peritoneal a vida inteira. Doar é ajudar pessoas que perderam funções de órgãos vitais e não vitais”, afirma Souza.

É importante que o doador e o receptor tenham a mesma tipagem sanguínea, para que a possibilidade de rejeição seja a menor possível. De acordo com o nefrologista, existe um sistema de compatibilidade genética chamado HLA que analisa a possibilidade de transplantes. Quanto mais compatível o doador falecido for com a pessoa que está na fila, maior o sucesso do transplante. 

“Isso é feito de maneira computadorizada. As pessoas tiram o sangue nos institutos de hematologia e fazem a tipagem HLA. Então, após jogar no computador, sai a lista sequencial daqueles que são mais compatíveis com ele”, explica. 

Informe sua família o desejo de fazer a doação.

Por Brasildfato/ saúde.gov