ARGENTINA | Proíbe entrada de brasileiros e outros turistas até dia 8 de janeiro

Diante do crescente número de casos de infecção de COVID-19 no Brasil, a Argentina decidiu vetar a entrada de turistas brasileiros no país até, pelo menos, 8 de janeiro. Caso os números continuem crescendo em território brasileiro, a medida poderá ser prorrogada por mais um período. A medida também abrange países como Uruguai, Chile, Bolívia e Paraguai.

De acordo com o jornal argentino Lá Nación, com a nova regra, até o início de janeiro está suspensa a medida que autorizava a entrada de turistas estrangeiros de países vizinhos, entre eles o Brasil, pelos aeroportos de Ezeiza, San Fernando e Buquebus, em Buenos Aires.

Além disso, a Argentina também impôs novos requisitos para a entrada de argentinos e estrangeiros residentes no país. A partir de agora, todos precisarão apresentar o exame PCR negativo, além de permanecer sete dias em isolamento.

A decisão de voltar a endurecer as regras de circulação de pessoas pelas fronteiras ocorre num momento em que a Argentina se aproxima da marca de 1,6 milhões de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Segundo acompanhamento diário feito pela Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, o país ocupa a 12ª posição entre os que tiveram o maior número de casos confirmados até o momento. Em relação às mortes pelo vírus, a Argentina está em 11º no ranking, com mais de 42 mil óbitos.

Vacinação na Argentina

Enquanto isso, o país vizinho se prepara para iniciar a vacinação da população. Na véspera do Natal, um carregamento de 300 mil vacinascontra a COVID-19 chegou procedente da Rússia em um voo fretado pela Argentina. O lote permitirá ao país iniciar em breve uma campanha de imunização.

A vacina Sputnik V foi aprovada “em caráter de emergência” na quarta-feira (23/12) pelo ministério da Saúde, sendo a primeira autorização da vacina russa na América Latina, informou em um comunicado o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia, que participou no financiamento do desenvolvimento da vacina.

A decisão provocou protestos da oposição no parlamento argentino, que questionou o governo sobre a compra do imunizante, que é questionado na comunidade científica internacional pela falta de dados objetivos sobre sua eficácia.

A vacina está em fase 3 dos testes e já começou a ser usada na Rússia. O ministério argentino baseou-se na recomendação de “avançar na autorização emergencial” da Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT), segundo a qual “os benefícios conhecidos e potenciais para a saúde da população são maiores que a incerteza que possa existir”.
“As informações disponíveis nos dados preliminares mostram segurança e eficácia em uma faixa superior ao aceitável”, afirmou um relatório da ANMAT, no qual os processos de fabricação utilizados para o imunizante são “aceitáveis e compatíveis com a norma atual na Argentina”.

Por Em.com.br / estadaonotícias.com.br / Foto reprodução

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