TECNOLOGIA | O que fazer quando bandidos levam o celular desbloqueado?

Usar o celular enquanto caminha pela calçada ou até dentro do carro é algo bem comum, mas que pode oferecer um risco maior no caso de um furtou ou de um assalto. Isso porque os criminosos estão agindo nesses momentos para conseguir levar o aparelho já desbloqueado.  

Com o dispositivo em uso, os bandidos não precisam burlar os recursos de segurança ou tentar descobrir a senha de desbloqueio. O acesso está liberado e fica mais fácil entrar em contas de e-mail, aplicativos de compras e, principalmente, nos apps dos bancos.

Quem costuma salvar senhas no bloco de notas, no e-mail ou em conversas em aplicativos de troca de mensagem, facilita ainda mais a ação dos criminosos. Caso eles encontrem essas informações e com o acesso é liberado, são feitas transferências bancárias e compras pela internet. 

Fui vítima de roubo. E agora?

Depois de um furto ou de um assalto, a vítima deve agir o mais rápido possível para evitar prejuízos maiores. O diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez, orienta que a primeira medida é apagar todos os dados do aparelho pelos próprios recursos disponibilizados pelo Google e pela Apple aos usuários. 

Em seguida, é necessário ligar para a instituição financeira onde a pessoa tem conta e cartões de crédito. No momento em que o banco é notificado de um  roubo ou furto de aparelho, ele é responsável por todas as atividades financeiras daquela conta e pode investigar para onde o dinheiro está sendo transferido. Capez recomenda que essa ligação seja gravada e guardada.

O passo seguinte é entrar em contato com a operadora de celular para pedir o bloqueio do chip. Em alguns casos, a recuperação de senhas de aplicativos e bancos pode ser feita por meio de mensagens de texto e é essencial garantir que elas não cheguem ao aparelho roubado.

Por fim, fazer um Boletim de Ocorrência. “O Procon também auxilia na hora do preenchimento da denúncia e agiliza o acesso à polícia”, diz o diretor.

Como me proteger?

Existem algumas estratégias que os usuários podem tomar para aumentar a segurança nos aplicativos e no próprio aparelho. A Febraban recomenda que a senha usada no aplicativo do banco seja exclusiva e que não deve ser a mesma usada em outros sites e apps, além de jamais anotá-la em blocos de notas, e-mails ou em mensagens.

O Diretor de Segurança da Informação da Claranet, Gustavo Henrique Duani, recomenda ainda o uso de aplicativos que peçam autenticação em dois fatores, seja por meio do envio de novas senhas antes do acesso, leitura de digitalou íris. Há também a possibilidade de contratar aplicativos terceiros de segurança e reforçar o acesso em alguns aplicativos.

O especialista em tecnologia afirma que, apesar dos riscos, os aplicativos de banco são seguros. “Eu acredito que eles sejam mais seguros do que o acesso pelo computador, já que possuem mais possibilidade de proteção e habilitam duplo fator de autenticação.”

Criar senhas longas, com 8 ou 12 dígitos, e usar números, caracteres especiais e letras maiúsculas também ajudam a tornar a senha mais forte. Também é primordial que elas sejam aleatórias e não nomes de pessoas próximas, datas de nascimento ou até o apelido do seu bichinho de estimação, já que os criminosos conseguem ter acesso a suas informações pessoais, também.

Por R7 / Giovanna Orlando / Foto WordPress

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